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O lado menos bom

É fácil gostarmos de nós quando está tudo bem. Quando o corpo parece mais novo do que os anos que tem. Quando dizemos a palavra certa no momento certo. Quando superamos uma expectativa. Quando agradamos alguém. Quando nos fazem um elogio. Quando estamos no nosso melhor. Difícil é gostarmos de nós quando dizemos a coisa mais inapropriada de todas. Quando acordamos de mau humor. Quando não temos paciência. Quando a roupa já nos assentou melhor. Quando nos comparamos. Quando falhamos. Quando nos fazem uma crítica dura. Quando perdemos algo (ou alguém) importante. Quando olhamos apenas para o pior de nós.

Mas esse lado menos bom que temos (essa imperfeição que nos molda, esse desinquietante posso-sempre-ser-melhor, esse caminho todo tão árido ainda por percorrer em nós e naquilo que somos) é o lado que nos equilibra. É o lado que nos torna humanos. É o lado que nos torna reais. E é o lado que, sem nos apercebermos, tantas e tantas vezes, nos embeleza.  

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Pessoas corajosas (e bonitas)

O mundo precisa de pessoas que não tenham medo de assumir a sua vulnerabilidade. Que tenham ousadia para expôr as suas emoções e sentimentos, os seus medos e sonhos, as suas dúvidas e inquietações. Com naturalidade. Sem vergonhas. Que o façam de forma a encurtar distâncias — afinal, somos todos tão semelhantes no que somos e sentimos. O mundo precisa de pessoas que tenham coragem para ser. Audazes. Que abracem. Que se emocionem com a vida. Que falhem, mas que aprendam e evoluam. Que lutem por aquilo em que acreditam — e que acreditem em coisas bonitas. O mundo precisa de pessoas que saibam oferecer um abraço e ouvir com atenção. Que queiram compreender o que não é óbvio. E que entendam que há momentos onde o silêncio basta, mas que também há outros em que é preciso (mais do que nunca) dizer, reagir, agir.

O mundo precisa de pessoas que não precisam de ser perfeitas. Apenas inteiras, reais e suficientemente corajosas para saber que é na profunda partilha do que somos (com as qualidades e os defeitos, com os acertos e as falhas) que reside a maior demonstração de respeito por nós e pelo outro — e uma das maiores magias da vida.  

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Mãe

Os cabelos loiros que brilham mais do que o próprio sol. O olhar de um azul profundo que traz mar e sabedoria dentro. O silêncio que diz tudo sem precisar de usar quaisquer palavras. As conversas cúmplices que expõem a alma, e o que ela tem de mais complexo e profundo, e que surgem com uma naturalidade tão simples. Os problemas que, de repente, se simplificam. E os medos que logo deixam de ser medos porque se enchem de tanta coragem. A leveza nos pés que saltitam, dançantes, e as cantorias da alma mesmo nos dias de maior tempestade. A meninice. A genuinidade. A força. A determinação inabalável. A curiosidade. A essência de cuidar. O amor. A coragem para recomeçar e a doce rebeldia de ouvir o coração. Esse coração grande que sente (e pressente) tudo. Mãe.  

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Ouvir o coração (e manter a calma)

Há momentos, na vida, que nos forçam a viver tudo e muito depressa. As mudanças — umas tão inesperadas e urgentes, outras tão profundas e dolorosas — obrigam-nos a estar em alerta constante. Somos invadidos por emoções intensas, que surgem em catadupa, e o coração parece explodir dentro do nosso peito. Mas não há tempo para respirar fundo. Não há sequer a possibilidade de um silêncio profundo para ficarmos, por um instante, a recarregar energias para o próximo embate — porque até os silêncios, por mais breves, têm dentro uma avalanche de pensamentos e de emoções que nos atordoa.

Nesses momentos, é preciso deixar a vida acontecer. É preciso respirar fundo. É preciso aprender a ouvir o coração e, mesmo no caos, manter a calma. É preciso persistir — mesmo na dor. E é preciso acreditar que melhores dias virão. Porque vêm sempre.

* É assim que nos tornamos mais fortes.  

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Faz hoje um ano que deixei de comer carne

Gosto de comemorar datas. Sou das que as aponta no calendário do telemóvel para não as esquecer. É curioso porque sou péssima para decorar dias de aniversário. Mas há muito tempo que tenho esta mania: quando há uma data especial, onde tenha acontecido algo marcante na minha vida, algo que não quero esquecer, adiciono-a ao calendário. E coloco alertas — para todos os meses, ou todos os anos, fazer contas ao tempo e tirar cinco minutos do meu dia para me transpor para esse dia do passado e refletir sobre ele e sobre a importância que ele teve em mim e na minha vida.   [CONTINUAR A LER]

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Laura Almeida Azevedo
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