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Lembro-me de ter pensado que, de repente, tinha o coração maior do que o corpo e que lhe sentia os batimentos a latejar na minha garganta, como se todo eu estivesse prestes a explodir. Percebi, ali, do que era feito o amor à primeira vista que já via nos filmes e que era cantado nas músicas que a rádio passava, quando ia para a escola, no carro da minha mãe.

Nunca te esqueças de uma coisa: a capacidade de brilhar não depende da idade. A capacidade de brilhar é intemporal. Não precisa de mais nada, nem de mais ninguém: só de ti. A capacidade de brilhar é uma consequência, única e exclusiva, da forma como lidas com a vida e da vontade que tens de não envelhecer também por dentro.

Não tenhas medo. Não tenhas medo das tuas emoções — sobretudo, das que te fervem no peito, das que parecem explodir na tua garganta, das que te fazem faltar o ar. Sobretudo, dessas: não tenhas medo. Elas só existem porque te permitiste viver. Elas só existem porque, dentro de ti, há um mundo inteiro por explorar e uma vontade genuína de te entregares à vida

Já passou tanto tempo. Mas, todos os dias, lembras-te dele. É mais forte do que tu, não é? Ele pode já não estar presente. Ele pode ter escolhido a vida sem ti. Ele pode ter-te virado as costas. E virou, e escolheu, e já não está presente — pelo menos, fisicamente. Mas tu, todos os dias, lembras-te dele. Todos os dias: como se o tempo não tivesse apagado nada.